Do nome da doença à função
Dois indivíduos com o mesmo diagnóstico podem ter repercussões funcionais muito diferentes. Por isso, a análise pericial precisa ir além do código ou do nome da condição e examinar limitações documentadas, exame, tratamento, evolução e atividades exigidas.
Quatro perguntas úteis
- qual condição está documentada e com que grau de certeza?
- quais repercussões funcionais são descritas ou observadas?
- em que período essas repercussões ocorreram?
- como elas se relacionam às tarefas ou exigências concretas em análise?
Por que a cronologia importa
Capacidade funcional pode variar ao longo do tempo. Fases agudas, recuperação, tratamento, recidivas e adaptação mudam a interpretação. A conclusão precisa indicar o período a que se refere, evitando transformar um registro pontual em afirmação permanente.
Diagnóstico, gravidade e incapacidade
Diagnóstico é um dado clínico. Incapacidade é uma avaliação funcional contextual. Confundir os dois conceitos pode produzir conclusões tecnicamente frágeis.
